A hipertensão arterial é uma doença crônica, relacionada a vários fatores de risco e que pode levar a graves consequências caso não seja tratada adequadamente.
MAIS DE 50% DOS HIPERTENSOS NÃO SABEM QUE SÃO HIPERTENSOS!!!
Isto porque a hipertensão arterial frequentemente ocorre de forma assintomática. A medida da pressão arterial deve ser verificada em qualquer consulta de qualquer especialidade. Recomenda-se que seja verificada anualmente como medida preventiva.
Cerca de 25% da população adulta do Brasil é hipertensa, de acordo com dados publicados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Em 2019, A Campanha da Sociedade Internacional de Nefrologia do Dia Mundial da Hipertensão chamava-se: “SAIBA SEUS NÚMEROS”. E continua sendo muito atual:
A proposta era despertar e aumentar na população a consciência da importância do conhecimento do valor da sua pressão arterial.
Valores maiores ou iguais 140/90 são indicativos de hipertensão – necessitam de avaliação médica.
A hipertensão está associada a maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e renais.
Fatores de risco para hipertensão arterial

***como alguns anti-depressivos, anticoncepcionais, anti-inflamatórios não- hormonais, hormônios tireoidianos, corticóides, entre outros.
Consequências da hipertensão arterial não-controlada

Diagnóstico
O diagnóstico de hipertensão é feito por meio de algumas medidas da pressão arterial no consultório (uma medida de consultório apenas não é suficiente para o diagnóstico de hipertensão) ou por meio da medida residencial da pressão arterial (MRPA) ou ainda por meio da medida da pressão arterial ambulatorial, esta última chamada MAPA, em que o paciente permanece com aparelho de pressão durante 24 horas, possibilitando desta forma avaliar por meio de medidas seriadas o comportamento da pressão arterial tanto de dia como de noite.
De acordo com a Nova Diretriz de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a pressão arterial medida no consultório é classificada de acordo com os valores abaixo, para pacientes com mais de 18 anos:
| Classificação* | PAS (mHg) | PAD (mmHg) | |
|---|---|---|---|
| PA ótima | < 120 | e | < 80 |
| PA normal | 120-129 | e/ou | 80-84 |
| Pré-hipertensão | 130-139 | e/ou | 85-89 |
| HA Estágio 1 | 140-159 | e/ou | 90-99 |
| HA Estágio 2 | 160-179 | e/ou | 100-109 |
| HA Estágio 3 | ≥ 180 | e/ou | ≥ 110 |
HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica. *A classificação é definida de acordo com a PA no consultório e pelo nível mais elevado de PA, sistólica ou diastólica. **A HA sistólica isolada, caracterizada pela PAS ≥ 140 mmHg e PAD < 90 mmHg, é classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAS nos intervalos indicados. ***A HA diastólica isolada, caracterizada pela PAS < 140 mmHg e PAD ≥ 90 mmHg, é classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAD nos intervalos indicados. Adaptado das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 Barroso et al.
Todo paciente hipertenso deverá ser submetido a uma investigação clínica e laboratorial básica, para avaliar se existem lesões de órgãos alvos e outros fatores de risco para doença cardiovascular, como os da tabela abaixo.
| Fatores de risco cardiovascular coexistentes que devem ser pesquisados no paciente hipertenso |
|---|
| Idade: > 55 anos no homem e > 65 anos na mulher |
| Sexo masculino |
| Doença cardiovascular prematura em parentes de 1o grau (homens < 55 anos e mulheres < 65 anos) |
| Diabetes melito |
| Tabagismo |
| Dislipidemia: LDL-colesterol ≥100mg/dL e/ou não HDL-colesterol 130 mg/dL e/ou HDL-colesterol ≤ 40mg/dL no homem e ≤ 46mg/dL na mulher e/ou TG >150 mg/dL |
| Obesidade (IMC ≥ 30 kg/m2) |
Adaptado das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 Barroso et al.
Tratamento da Hipertensão arterial
O objetivo do tratamento é reduzir a pressão arterial, para que sejam evitadas complicações cardiovasculares e mortes.
A valor ideal de pressão arterial deve ser definido individualmente, uma vez que devem ser considerarados fatores como idade, doenças associadas, presença de doença cardiovascular e de outros de fatores de risco cardiovasculares e lesões de órgão-alvo.
O médico define o melhor alvo terapêutico de cada paciente. De uma forma geral, deve-se almejar valores de pressão arterial menores do que 140/90 mmHg.
As medidas de pressão arterial verificadas fora do consultório devem ser compartilhadas com o seu médico. A participação ativa do paciente no tratamento da hipertensão é fundamental para que melhores resultados sejam alcançados.
O tratamento da Hipertensão Arterial requer muitas vezes a participação de vários outros profissionais da saúde, como nutricionista, educador físico e psicólogo, entre outros, uma vez que exige mudanças no estilo de vida e comportamentais, e na maioria casos requer o uso contínuo de medicamentos por toda vida.
Pacientes com hipertensão leve e com baixo risco cardiovascular podem se beneficiar inicialmente apenas de medidas de mudança de estilo de vida, como dieta, perda de peso e atividade física, por exemplo. Já pacientes com níveis pressóricos mais elevados, com maior risco cardiovascular em geral deverão iniciar o tratamento com medicamentos anti-hipertensivos associado às medidas de mudança de estilo de vida.
A escolha do anti-hipertensivo será individualizado e dependerá de características específicas de cada paciente. Alguns pacientes necessitarão de duas ou mais medicações para o controle dos níveis pressóricos. O intuito é alcançar o nível de pressão arterial definida pelo médico, que evitará complicações cardiovasculares no futuro.







