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Acompanhe as últimas novidades em relação às doenças nos rins e atividades da Dra. Ana Cristina.
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14 de março de 2021 Sem categoria

A hipertensão arterial é uma doença crônica, relacionada a vários fatores de risco e que pode levar a graves consequências caso não seja tratada adequadamente.

MAIS DE 50% DOS HIPERTENSOS NÃO SABEM QUE SÃO HIPERTENSOS!!!

Isto porque a hipertensão arterial frequentemente ocorre de forma assintomática. A medida da pressão arterial deve ser verificada em qualquer consulta de qualquer especialidade. Recomenda-se que seja verificada anualmente como medida preventiva.
Cerca de 25% da população adulta do Brasil é hipertensa, de acordo com dados publicados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Em 2019, A Campanha da Sociedade Internacional de Nefrologia do Dia Mundial da Hipertensão chamava-se: “SAIBA SEUS NÚMEROS”. E continua sendo muito atual:
A proposta era despertar e aumentar na população a consciência da importância do conhecimento do valor da sua pressão arterial.
Valores  maiores ou iguais 140/90 são indicativos de hipertensão – necessitam de avaliação médica.
A hipertensão está associada a maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e renais.

Fatores de risco para hipertensão arterial


***como alguns anti-depressivos, anticoncepcionais, anti-inflamatórios não- hormonais, hormônios tireoidianos, corticóides, entre outros.

Consequências da hipertensão arterial não-controlada

Diagnóstico

O diagnóstico de hipertensão é feito por meio de algumas medidas da pressão arterial no consultório (uma medida de consultório apenas não é suficiente para o diagnóstico de hipertensão) ou por meio da medida residencial da pressão arterial (MRPA) ou ainda por meio da medida da pressão arterial ambulatorial, esta última chamada MAPA, em que o paciente permanece com aparelho de pressão durante 24 horas, possibilitando desta forma avaliar por meio de medidas seriadas o comportamento da pressão arterial tanto de dia como de noite.

De acordo com a Nova Diretriz de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a pressão arterial medida no consultório é classificada de acordo com os valores abaixo, para pacientes com mais de 18 anos:

Classificação* PAS (mHg)  PAD (mmHg)
PA ótima < 120e< 80
PA normal 120-129e/ou80-84
Pré-hipertensão 130-139e/ou85-89
HA Estágio 1 140-159e/ou90-99
HA Estágio 2 160-179e/ou100-109
HA Estágio 3 ≥ 180e/ou≥ 110

HA: hipertensão arterial; PA: pressão arterial; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica. *A classificação é definida de acordo com a PA no consultório e pelo nível mais elevado de PA, sistólica ou diastólica. **A HA sistólica isolada, caracterizada pela PAS ≥ 140 mmHg e PAD < 90 mmHg, é classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAS nos intervalos indicados. ***A HA diastólica isolada, caracterizada pela PAS < 140 mmHg e PAD ≥ 90 mmHg, é classificada em 1, 2 ou 3, de acordo com os valores da PAD nos intervalos indicados. Adaptado das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 Barroso et al.

Todo paciente hipertenso deverá ser submetido a uma investigação clínica e laboratorial básica, para avaliar se existem lesões de órgãos alvos e outros fatores de risco para doença cardiovascular, como os da tabela abaixo.

Fatores de risco cardiovascular coexistentes que devem ser pesquisados no paciente hipertenso
Idade: > 55 anos no homem e > 65 anos na mulher
Sexo masculino
Doença cardiovascular prematura em parentes de 1o grau (homens < 55 anos e mulheres < 65 anos)
Diabetes melito
Tabagismo
Dislipidemia: LDL-colesterol ≥100mg/dL e/ou não HDL-colesterol 130 mg/dL e/ou HDL-colesterol ≤ 40mg/dL no homem e ≤ 46mg/dL na mulher e/ou TG >150 mg/dL
Obesidade (IMC ≥ 30 kg/m2)

Adaptado das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 Barroso et al.

Tratamento da Hipertensão arterial

O objetivo do tratamento é reduzir a pressão arterial, para que sejam evitadas complicações cardiovasculares e mortes.

A valor ideal de pressão arterial deve ser definido individualmente, uma vez que devem ser considerarados fatores como idade, doenças associadas, presença de doença cardiovascular e de outros de fatores de risco cardiovasculares e lesões de órgão-alvo.

O médico define o melhor alvo terapêutico de cada paciente. De uma forma geral, deve-se almejar valores de pressão arterial menores do que 140/90 mmHg.

As medidas de pressão arterial verificadas fora do consultório devem ser compartilhadas com o seu médico. A participação ativa do paciente no tratamento da hipertensão é fundamental para que melhores resultados sejam alcançados.

O tratamento da Hipertensão Arterial requer muitas vezes a participação de vários outros profissionais da saúde, como nutricionista, educador físico e psicólogo, entre outros, uma vez que exige mudanças no estilo de vida e comportamentais, e na maioria casos requer o uso contínuo de medicamentos por toda vida.

Pacientes com hipertensão leve e com baixo risco cardiovascular podem se beneficiar inicialmente apenas de medidas de mudança de estilo de vida, como dieta, perda de peso e atividade física, por exemplo. Já pacientes com níveis pressóricos mais elevados, com maior risco cardiovascular em geral deverão iniciar o tratamento com medicamentos anti-hipertensivos associado às medidas de mudança de estilo de vida.

A escolha do anti-hipertensivo será individualizado e dependerá de características específicas de cada paciente. Alguns pacientes necessitarão de duas ou mais medicações para o controle dos níveis pressóricos. O intuito é alcançar o nível de pressão arterial definida pelo médico, que evitará complicações cardiovasculares no futuro.


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15 de dezembro de 2020 Doença Renal

No dia 24/09/2020 foi publicado um estudo no New England Journal of Medicine, revista científica bastante renomada, que demonstra o efeito protetor da medicação DAPAGLIFLOZINA na função dos rins de pacientes com Doença Renal Crônica:

A DAPAGLIFLOZINA faz parte de uma classe de medicamentos inicialmente utilizada para controle da glicemia de pacientes diabéticos tipo 2. Esta classe de remédios chamada de inibidores do co-transporte de sódio-glicose 2 atua no rim e possui uma variedade de efeitos: diminuem o açúcar no sangue, reduzem a pressão arterial, eliminam sal pela urina, diminuem a pressão dentro do rim e a perda de proteína na urina, entre outros efeitos ainda não tão bem esclarecidos.

Medicamentos da mesma classe mostraram anteriormente um efeito protetor tanto para o rim  como para o coração em pacientes que tinham doença renal crônica e eram diabéticos tipo 2. Porém, não tinham sido estudado o efeito desta medicação em pacientes com DRC mais avançada, tanto em indivíduos diabéticos como em não diabéticos.

No estudo atual:

  • Cerca de 4000 pacientes de vários países, randomicamente foram incluídos
  • Pacientes com e sem diabetes com doença renal crônica
  • Função renal entre 25ml/min e 75ml/min e Relação albumina/creatinina entre 200 e 5000mg/g (ou seja, pacientes com doença renal mais avançada)

Metade dos pacientes recebeu a DAPAGLIFLOZINA 10mg por dia e a outra metade recebeu placebo.

Após 2 anos e 4 meses de acompanhamento:

Pacientes que receberam DAPAGLIFLOZINA  evoluíram melhor em todos os aspectos analisados:

  1. Apresentaram menor progressão da DRC – < perda da função dos rins
  2. Menos doença renal crônica com necessidade de diálise ou transplante
  3. Menos mortes por causa renal ou cardiovascular

Este estudo traz uma nova perspectiva no tratamento da Doença Renal Crônica, comprovando que por meio da dapagliflozina foi possível retardar a progressão da doença renal tanto em pacientes diabéticos como não diabéticos e ainda protegendo os pacientes de mortes por problemas cardiovasculares.

 

 


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13 de novembro de 2020 Doença Renal

A doença renal crônica é um problema de saúde pública e o número de pessoas acometidas vem crescendo, a cada ano, mundialmente. Além de impactar negativamente na qualidade de vida das pessoas, de se associar a outras doenças, principalmente do coração, muitas mortes derivam desta doença.

Dados Americanos da National Kidney Foundation (uma organização de saúde americana), mostram que:Doença renal crônica

  • 1 em cada 3 indivíduos apresentam risco para desenvolver Doença Renal Crônica
  • 37 milhões de adultos apresentam a doença, mas a maioria NÃO SABE!!
  • Diabete melito e pressão alta são as principais causas de doença renal crônica

Sabendo-se desses números alarmantes o que deve ser feito???

=> PREVENIR, PREVENIR, PREVENIR

Como podemos nos prevenir da doença renal crônica?
  1. CONHECENDO OS PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA DOENÇA RENAL CRÔNICA:

Algumas pessoas são mais propensas a desenvolver problemas em seus rins, como aquelas que: possuem história na família de doença renal, que apresentam algumas doenças como diabete melito ou hipertensão ou doenças auto-imunes que podem acometer os rins como o lupus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide e psoríase, entre outras. Pessoas com doença cardiovascular, aids, hepatite C, câncer, obesos, fumantes, idosos e aqueles que usam medicações tóxicas para o rim precisam de avaliações frequentes da sua saúde renal.

2. CONTROLANDO OS FATORES QUE PODEM LEVAR À DOENÇA RENAL COMO A PRESSÃO ALTA, DIABETES E OBESIDADE.

3. REALIZANDO EXAMES QUE POSSAM DETECTAR PRECOCEMENTE ALGUM PROBLEMA NOS RINS COMO A CREATININA E EXAME DE URINA COM QUANTIFICAÇÃO DA RELAÇÃO ALBUMINA/CREATININA

4. CONSULTANDO UM NEFROLOGISTA PARA MELHOR ESCLARECIMENTO NOS CASOS EM QUE HOUVER ALTERAÇÃO DOS EXAMES PARA PROSSEGUIMENTO DA AVALIAÇÃO E TRATAMENTO, SE NECESSÁRIO

=> Exames de imagem e biópsia renal podem ser necessários para melhor esclarecimento do problema renal em alguns indivíduos


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5 de novembro de 2020 Doença Renal

O médico nefrologista é o médico especializado nas doenças do sistema urinário, principalmente relacionadas ao rim.

A nefrologia é a especialidade médica dedicada ao diagnóstico e tratamento clínico das doenças do sistema urinário, principalmente relacionadas ao rim.

Ao considerarmos que um número razoável da população acima dos 50 anos possui alguma doença crônica, como Diabetes e Hipertensão, a consulta a um nefrologista, deveria fazer parte da rotina dessa parcela da população.

Essa especialidade médica realiza avaliações, faz diagnósticos e também indica tratamentos para resolver condições que podem afetar essa

Para pacientes com diabetes, pressão alta, histórico familiar de problemas renais, pedra nos rins, histórico de nefrites ou infecção na infância recomenda-se consulta e seguimento do tratamento com um médico nefrologista.




ÓTIMA ESTRUTURA, ACOMPANHAMENTO DIFERENCIADO E HUMANIZADO




A MELHOR ESTRUTURA, ACOMPANHAMENTO DIFERENCIADO E HUMANIZADO