Todas as medidas que visam evitar ou retardar a perda da função renal, suas complicações e os sintomas/sinais relacionados, fazem parte do TRATAMENTO CONSERVADOR da doença renal crônica.
- Medidas para retardar a progressão da doença renal crônica
- Controle da pressão arterial
Importante: O nível de pressão arterial deve ser ajustado à condição clínica de cada paciente
- Controle da perda de proteína na urina, quando houver
- Controle do açúcar no sangue em diabéticos
- Controle da acidez do sangue, quando necessário, com bicarbonato de sódio
- Utilização de medicações que protegem o rim, quando for possível: como inibidores do receptor de angiotensina II (BRA), inibidores da enzima conversora de angiotensina I em II (IECA), inibidores do cotransporte de sódio-glicose 2 (ISGLT2)
- Uso de medicações que controlam o colesterol, como as estatinas
- Orientações dietéticas (a avaliação e participação de um nutricionista é fundamental para o tratamento)
- Orientações quanto ao uso de medicações e substâncias que podem piorar a função renal, como o uso de anti-inflamatórios não-hormonais
- Identificação e tratamento das complicações associadas aos diferentes estágios da doença renal crônica:
Em geral, a partir dos estágios 3 e 4 (quando a função renal é menor que 60%), podem surgir complicações que necessitam de tratamentos específicos.
- Anemia (queda das células vermelhas do sangue, no exame de sangue aparecerá como queda da hemoglobina ou hematócrito): quando a anemia não é tratada adequadamente podem ocorrer complicações cardiovasculares e dificuldade em realizar várias tarefas cotidianas devido ao cansaço e à fraqueza, comprometendo desta forma a qualidade de vida dos pacientes.
- Acidez no sangue: quando não tratada pode levar a um quadro de perda de massa muscular, desnutrição e alteração de algumas substâncias do sangue como o potássio, por exemplo.
- Distúrbio mineral e ósseo: quando não tratado pode levar a dores ósseas, deformidades ósseas, alterações cardiovasculares, entre outras.
- Ajuste da dose das medicações usualmente utilizadas pelo paciente, de acordo com o valor da função renal
- Doenças cardiovasculares precisam ser pesquisadas de tempos em tempos, uma vez que a doença renal crônica está associada a problemas no coração
EXISTE UMA ASSOCIAÇÃO MUITO GRANDE ENTRE CORAÇÃO E RIM. MUITOS PROBLEMAS QUE LEVAM À DOENÇA CARDÍACA TAMBÉM ACOMETEM O RIM. O CORAÇÃO DEBILITADO PODE PREJUDICAR O RIM E VICE-VERSA!!!
Pacientes que desenvolvem doença renal crônica progressiva, quando o função dos rins está bastante debilitada e o tratamento conservador não é mais eficiente para manter a saúde do paciente, em algum momento de suas vidas necessitarão de um tratamento que exerça as funções dos rins, como:
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- Transplante
- Hemodiálise
- Diálise Peritoneal
O nefrologista vai esclarecer como funciona cada método de terapia substitutiva de função renal. A escolha da melhor terapia substitutiva da função renal é feita em conjunto entre o nefrologista e o paciente/família, considerando as condições clínicas, sociais e emocionais de cada indivíduo.