Tratamento da Doença Renal Crônica

Tratamento conservador da doença renal crônica são todas as medidas que visam evitar ou retardar a perda da função renal, suas complicações e os sintomas/ sinais relacionados,

Todas as medidas que visam evitar ou retardar a perda da função renal, suas complicações e os sintomas/sinais relacionados, fazem parte do TRATAMENTO CONSERVADOR da doença renal crônica.

  • Medidas para retardar a progressão da doença renal crônica
    1. Controle da pressão arterial
      Importante: O nível de pressão arterial deve ser ajustado à condição clínica de cada paciente
    2. Controle da perda de proteína na urina, quando houver
    3. Controle do açúcar no sangue em diabéticos
    4. Controle da acidez do sangue, quando necessário, com bicarbonato de sódio
    5. Utilização de medicações que protegem o rim, quando for possível: como inibidores do receptor de angiotensina II (BRA), inibidores da enzima conversora de angiotensina I em II (IECA), inibidores do cotransporte de sódio-glicose 2 (ISGLT2)
    6. Uso de medicações que controlam o colesterol, como as estatinas
    7. Orientações dietéticas (a avaliação e participação de um nutricionista é fundamental para o tratamento)
    8. Orientações quanto ao uso de medicações e substâncias que podem piorar a função renal, como o uso de anti-inflamatórios não-hormonais
  • Identificação e tratamento das complicações associadas aos diferentes estágios da doença renal crônica:

Em geral, a partir dos estágios 3 e 4 (quando a função renal é menor que 60%), podem surgir complicações que necessitam de tratamentos específicos.

  1. Anemia (queda das células vermelhas do sangue, no exame de sangue aparecerá como queda da hemoglobina ou hematócrito): quando a anemia não é tratada adequadamente podem ocorrer complicações cardiovasculares e dificuldade em realizar várias tarefas cotidianas devido ao cansaço e à fraqueza, comprometendo desta forma a qualidade de vida dos pacientes.
  2. Acidez no sangue: quando não tratada pode levar a um quadro de perda de massa muscular,  desnutrição e alteração de algumas substâncias do sangue como o potássio, por exemplo.
  3. Distúrbio mineral e ósseo: quando não tratado pode levar a dores ósseas, deformidades ósseas, alterações cardiovasculares, entre outras.
  4. Ajuste da dose das medicações usualmente utilizadas pelo paciente, de acordo com o valor da função renal
  5. Doenças cardiovasculares precisam ser pesquisadas de tempos em tempos, uma vez que a doença renal crônica está associada a problemas no coração

EXISTE UMA ASSOCIAÇÃO MUITO GRANDE ENTRE CORAÇÃO E RIM. MUITOS PROBLEMAS QUE LEVAM À DOENÇA CARDÍACA TAMBÉM ACOMETEM O RIM. O CORAÇÃO DEBILITADO PODE PREJUDICAR O RIM E VICE-VERSA!!!

Pacientes que desenvolvem doença renal crônica progressiva, quando o função dos rins está bastante debilitada e o tratamento conservador não é mais eficiente para manter a saúde do paciente, em algum momento de suas vidas necessitarão de um tratamento que exerça as funções dos rins, como:

      • Transplante
      • Hemodiálise
      • Diálise Peritoneal

O nefrologista vai esclarecer como funciona cada método de terapia substitutiva de função renal. A escolha da melhor terapia substitutiva da função renal é feita em conjunto entre o nefrologista e o paciente/família, considerando as condições clínicas, sociais e emocionais de cada indivíduo.



ÓTIMA ESTRUTURA, ACOMPANHAMENTO DIFERENCIADO E HUMANIZADO




A MELHOR ESTRUTURA, ACOMPANHAMENTO DIFERENCIADO E HUMANIZADO