Pedra nos Rins

O aparecimento de pedra nos rins, tambem conhecido como cálculo renal, pode ser derivado de hábitos de vida, como baixa ingestão de água e dieta rica em sal e proteínas de origem animal, assim como outras condições clínicas, como obesidade, diabetes e síndrome metabólica, sendo esta última um conjunto de alterações metabólicas presentes ao mesmo tempo em um indivíduo: níveis de glicemia, colesterol, triglicérides, pressão arterial, circunferência abdominal e peso acima do ideal).

O aumento do número de pessoas com diagnóstico de litíase renal (ou pedra nos rins ou cálculo renal) nos últimos tempos, pode ser explicado por esses fatores.

O desenvolvimento do cálculo renal ocorre quando há urina concentrada por falta de ingestão de líquido, assim como em situações onde ocorre um desequilíbrio na urina entre substâncias que favorecem e que inibem o seu aparecimento como:

Pessoas mais propensas a desenvolverem pedra nos rins são aquelas que possuem:

    • história na família de pedra nos rins
    • alterações anatômicas no trato urinário
    • infecção urinária de repetição
    • diabete melito
    • gota
    • obesidade
    • síndrome metabólica
    • doenças inflamatórias intestinais: retocolite ulcerativa, doença de Chron, p.ex.
    • cirurgia bariátrica prévia

Condições menos comuns como algumas doenças genéticas, aumento do hormônio da paratireóide e o uso de alguns medicamentos também podem levar a produção de pedras no rim.

O cálculo renal pode levar a complicações como infecção urinária e comprometimento no funcionamento do rim em alguns casos.

A dor, conhecida como cólica renal, que se localiza na região lombar ou em flancos com irradiação por vezes para virilha, pode vir associada a náuseas, vômitos, sangue na urina e outros sintomas urinários, pode ser extremamente desconfortável, levando muitas vezes o paciente para a emergência de um hospital.

Cálculos renais podem recorrer após um primeiro episódio em até 50% dos indivíduos em 10 anos. O tratamento correto pode ajudar a evitar a formação de novos cálculos.

Em uma consulta, o nefrologista fará uma avaliação global do paciente com pedra nos rins:

    1. Por meio de uma história clínica detalhada, fatores de risco para formação do cálculo renal, incluindo hábitos alimentares, são identificados
    2. São  investigadas doenças associadas à litíase renal
    3. Distúrbios metabólicos por meio de exames de sangue e coleta de urina no período de 24 horas são pesquisados.
    4. Exame de imagem para identificar e avaliar as pedras nos rins e suas características, como tamanho, quantidade e localização. O cálculo renal pode se localizar no rim, no ureter e na bexiga
    5. Avaliar se o cálculo renal causou algum problema no funcionamento dos rins, como obstrução da via urinária impactando no fluxo urinário, por exemplo.
    6. Encaminhar para o Urologista (cirurgião de rim e de todo trato urinário), quando for verificada a necessidade de algum procedimento cirúrgico mais invasivo para retirada do cálculo
    7. Introduzir o tratamento medicamentoso e orientar mudanças na dieta, de acordo com os distúrbios metabólicos encontrados
    8. Quando o paciente tiver o cálculo disponível, seja porque eliminou na urina ou porque foi retirado em algum procedimento cirúrgico, o mesmo poderá ser encaminhado para algum laboratório que analise mais precisamente a sua composição, por exames mais precisos como a cristalografia por infra-vermelho ou difração de raios X.

Existem muitos tipos de cálculos. Os mais comuns apresentam cálcio na sua composição, que são os de oxalato de cálcio ou fosfato de cálcio, e o terceiro tipo mais comum é o cálculo de ácido úrico. Os cálculos de estruvita, decorrem de infecções urinarias de repetição, possuem amônia, fosfato e magnésio em sua composição, podem adquirir rapidamente grandes dimensões, mais frequentemente que os demais.

  • O conhecimento do tipo de distúrbio metabólico e do tipo de cálculo renal permite a escolha do melhor tratamento, que pode ser feito por meio de mudança de estilo de vida, visando principalmente hábitos alimentares inadequados associada a alguns medicamentos como por exemplo:
    • Citrato de potássio
    • Diuréticos da classe dos tiazídicos

Em relação aos hábitos alimentares que em geral são recomendados para todos os pacientes com litíase:

    • Ingerir bastante água por dia: 2,0-2,5 litros
    • Reduzir o sal da dieta
    • Continuar ingerindo produtos derivados do leite e que contenham cálcio
    • Aumentar a ingestão de frutas como limão, laranja ou melão, porque aumentam o citrato na urina

Porém, o tratamento é individualizado, depende da história clínica do paciente, dos resultados dos exames e da composição da pedra nos rins.



ÓTIMA ESTRUTURA, ACOMPANHAMENTO DIFERENCIADO E HUMANIZADO




A MELHOR ESTRUTURA, ACOMPANHAMENTO DIFERENCIADO E HUMANIZADO